Técnico ganhou dois dias para treinar (Marcio Menezes / America Rio)

16/09/2017
Para Lucho, dias extras antes da semifinal são positivos

Sábado de treino, domingo também. O fim de semana de quem disputará uma decisão na terça-feira não tem como ser diferente e o elenco do Mecão vai trabalhar sem folga até o jogo com o Audax, em Moça Bonita, no qual está em jogo o acesso à Série A em 2018.

A mudança inesperada na data do jogo mudou a programação e gerou polêmica entre os envolvidos com a partida de ambos os lados. Todos ganharam dois dias a mais para trabalhar, mas o America, diferentemente do rival que não atua há mais de 15 dias, vem de partidas decisivas. E nesse contexto, o técnico Lucho Nizzo não vê com maus olhos a transferência do confronto.

- Por incrível que pareça, trabalhar isso até foi um pouco mais fácil, visto que nós passamos por um momento bem difícil. Contra o Artsul e o Itaboraí, nos desgastamos muito física e psicologicamente. Nada melhor do que esses dias para respirar e, com alívio e tranquilidade, tirar um pouco do peso da responsabilidade. Foi uma semana mais leve e solta, na qual aprimoramos a parte tática, mas também demos uma conotação lúdica aos treinos para recuperar esse emocional. Não vejo nenhum problema nesse adiamento, viemos de uma batida muito forte.

Outro tema recorrente na semana foi a discussão de quem chega melhor para uma semifinal como essa: o time que vem de decisões ou o que está mais descansado.

- Uma equipe que busca o acesso não tem de estar preocupada com isso. Gostaria de estar onde estou. Meu time está jogando, ganhando, vivendo o clima de tudo: dificuldades, ansiedade, conquista. Isso é legal. Tenho muito respeito pelo Audax, mas estou preocupado é com a minha equipe. Acho que estamos num bom momento, de ascensão, o título do returno nos deu mais confiança. Jogadores antes desacreditados estão acreditados, e o grupo está fortalecido – explica Lucho.

Um dos trunfos do Mecão, naturalmente, seria a experiência do grupo. Quase todos os titulares têm vivência de finais e disputa de acesso na Série B. No entanto, o treinador destaca que há diferencias desse momento para os outros já vividos.

- É complicado... Por mais que você seja experiente, tenha vivenciado várias decisões e conquistas, cada uma tem o seu valor, a sua peculiaridade. A história do America dá um cunho especial a isso tudo que estamos passando. Já tive acesso pelo Tigres, várias conquistas com a seleção brasileira, mas com o America é diferente. Por mais experiente que o jogador seja, pinta friozinho, ansiedade, algo normal. Jogador que não sentir isso na hora do apito inicial não pode jogar futebol. Isso é reação do organismo, bate em todo mundo, mas faz parte do contexto e tem que tem de ser bem trabalhado – relata Lucho, que fez questão de enfatizar a importância do elenco “leve” nesta hora derradeira.

- Grupo está descontraído, solto. Fizeram imitações minhas, do Ney, do William (Bacana), gravamos num vídeo. Grupo está mais confiante, ousado, isso é legal. É ter responsabilidade com descontração.

- Departamento de Comunicação - AFC




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