Goleiro empresta sua experiência ao Mecão na B1 (Juliana Oliveira / America Rio)

05/06/2018
Rafael diz que dificuldades contra o Artsul deixarão o time mais ligado

Aproximadamente 49 minutos do segundo tempo. O America perdia para o Artsul por 2 a 1 e, vendo que o time tinha um escanteio a favor, o goleiro Rafael disparou rumo a grande área rival. Geralmente, a atitude, tida como desespero, não costuma gerar nada a favor da equipe.

No entanto, no caso do Mecão e do Rafael, a coisa foi bem diferente. O goleiro não só desferiu uma bela cabeçada como fez com que a bola acertasse a mão de um adversário. Pênalti indiscutível, que Anderson Künzel cobrou com competência para evitar a derrota rubra.

Rafael explica que a intenção é totalmente consciente em momentos como esse.

- Na hora do aperto costumo ir sim para a área, tento somar ofensivamente. Às vezes não se preocupam muito em marcar o goleiro, mas sabemos que um a mais pode fazer a diferença - explicou, acrescentando que, apesar da qualidade na finalização, também vista em treinos, nunca foi atacante.

- Antes de ser goleiro eu era zagueiro, devido até a estatura mesmo.

Atenção
Jogador mais experiente da equipe, tanto pela idade como pelas camisas que já defendeu, Rafael alerta os companheiros para o aprendizado obtido das dificuldades enfrentadas contra o Artsul.

- Com certeza isso nos dá mais maturidade. Mostra que os jogos da competição são difíceis e que, se bobearmos, os adversários não perdoarão. Serviu para nos deixar mais ligados para os próximos desafios.

A importância desse aprendizado é especialmente pontual porque o goleiro reconhece que os rivais têm um empenho extra ao encarar o America.

- Acredito que, também pela qualidade do nosso time, os adversários têm uma outra postura contra nós. Mas é sempre bom destacar que temos que estar sempre ligados, pois eles também almejam os mesmos três pontos que nós - ressalta, enumerando os obstáculos do Mecão na trilha para o sucesso na competição.

- Temos bons adversários pelo caminho, uma competição dificil e alguns campos em más condições que tornam as coisas mais complicadas. Mesmo assim, temos que sempre enfrentar as dificuldades para conquistarmos objetivos como o acesso e, posteriormente, o título.

Velhos conhecidos
No America, Rafael reencontrou o preparador de goleiros Cléber Val, com quem trabalhou no Bangu. A química de trabalho entre eles e os demais arqueiros rubros - Filipe, José Guilherme e VIni - foi muito elogiada pelo camisa 1.

- Minha convivência com o Cléber sempre foi muito boa e nesse reencontro ela está melhor ainda. É bom trabalhar com um profissional que você conhece, que te conhece, isso facilita o trabalho. A relação com meus companheiros de posição é a melhor possível. Os treinos sempre fluem bem por isso, eles são extremamente dedicados e, apesar da idade, possuem grande qualidade e isso faz o treino fluir bem também. Sempre conversamos a respeito dos treinos e jogos, e o que eu puder acrescentar para eles eu faço com maior prazer pois todos tem que estar trabalhando num mesmo nível para ajudar a equipe.

- Departamento de Comunicação - AFC