Taças foram cuidadosamente tratadas (Marcio Menezes / America Rio)

18/06/2018
Após longa operação, acervo é removido por equipe especializada

Entrar na tradicional sala de troféus do America, na sede da Rua Campos Sales, e vê-la praticamente vazia gera um susto, no mínimo, natural. Afinal, no lugar de centenas de taças e registros históricos, havia muitas caixas e embrulhos, cuidadosamente embalados e etiquetados, como se tivessem de ser deslocados e armazenados de uma maneira toda peculiar.

E de fato foram. Felizmente, sob os cuidados temporários de uma equipe meticulosa e gabaritada, que contou em seu front com a historiadora Ivana de Melo Medeiros e as museólogas Marilene Alves e Julia Pereira. Elas, com a supervisão da museóloga Thereza Baumann, da especialista em arquivo Sílvia Moura e da incansável Eralda Savelli, grande curadora e protetora do patrimônio histórico americano, além do apoio do vice-presidente de Comunicação, Marketing e Planejamento, Marcelo Burgos, realizaram a preparação e transferência do acervo para o local onde ficará armazenado até a inauguração da nova sede, ainda sem data definida.

Nesta segunda-feira (18), em uma produção um tanto trabalhosa, que envolveu um caminhão baú - este em duas viagens - e uma van, o material foi transportado para um self-storage. O local, por sua vez, possui condições adequadas para abrigar os materiais em questão, tanto pela instalações como pelas condições climáticas.

O time envolvido nessa tarefa curtiu bastante a responsabilidade e o contato com um acervo tão rico.

- Foi muito legal, uma grata surpresa - declarou Marilene, que explicou brevemente os processos utilizados por elas para organizar tantas preciosidades.

- Primeiro as peças foram medidas, fotografadas e embaladas pela Júlia. Paralelamente, Ivana e eu íamos embalando e catalogando tudo.

Ivana explicou que a organização utilizou como critério de organização a disposição das peças na sala. Ou seja, tudo foi separado e organizado de acordo com a distribuição nas vitrines.

A qualidade das peças, especialmente as mais antigas, impressionou a historiadora.

- Dá pra ver a qualidade nos primeiros troféus, com materiais nobres. Chega-se aos anos 80 e perde-se um pouco da qualidade e da estética - destacou.

Júlia, que trabaha no Museu Nacional com Marilene, é recém-formada e considerou seu primeiro trabalho muito interesante.

- Não vou mentir, não gosto de futebol. Porém, não sabia que havia um departamento histórico aqui. Não fazia idéia, é diferente de tudo o que eu já tive contato até hoje profissionalmente.

- Departamento de Comunicação - AFC







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