Renato analisa o momento rubro (Marcio Menezes / America Rio)

25/04/2019
Entrevista: Renato Carioca, supervisor técnico de futebol do America

Ninguém discute: Renato Carioca é ídolo rubro dos mais queridos. Habilidoso e elegante em campo, encantava os torcedores com a qualidade do seu futebol, num tempo - não tão distante - em que os desafios do America eram outros, diante dos principais clubes do Brasil.

No entanto, os tempos mudaram. O Mecão vive a indesejada situação de voltar a disputar a Segundona Estadual e o foco de todos os que trabalham pelo clube é resgatar os melhores dias, recolocando o America na elite do Rio e na disputa do Brasileirão. Falta exatamente um mês para o início dessa caminhada.

Foi nesse contexto que Renato recebeu o convite da atual direção para assumir o cargo de supervisor técnico, no qual desempenha papel importantíssimo na rotina do futebol em todas as suas categorias, emprestando sua experiência para aprimorar processos e o relacionamento entre atletas e comissão técnica.

Confira a entrevista completa com Renato:

Site oficial: Renato, faltando um mês para o início dos jogos oficiais, como você vê o nosso caminho? Estamos pavimentando um ciclo vitorioso na B1 e na Copa Rio?

Renato: Vejo o America muito forte para alcançar estes objetivos. Temos um plantel bem equilibrado e com bastante qualidade para enfrentar as duas competições. Temos a base do time campeão no ano passado e isso é muito importante para qualquer treinador. Luiz é muito competente, já mostrou isso ano passado e vai montar uma equipe competitiva.

O America tem um favoritismo inegável, tanto pelas boas contratações como pelo peso da camisa. Como vocês têm conscientizado o grupo dessa pressão e responsabilidade?

Logicamente, os jogadores sabem que não somente estão jogando no America. Eles entendem que têm um compromisso com o clube de levá-lo a elite novamente. Isso nós colocamos diariamente para eles.

Nosso grupo é mais experiente que os anteriores, conta com muitos jogadores rodados, alguns deles de currículo especial, como Deola, Sandro Silva e Wagner Diniz. O que eles tem para dar especialmente ao grupo?

São jogadores de muita experiência e qualidade. Sempre coloco que o jogador experiente tem de ser a referência para os mais novos e dar exemplo, dentro e fora do campo. Eles são excelentes profissionais.

É uma satisfação para o torcedor ver você, um cara ligado ao clube na essência, trabalhando com o Luizinho, outro ídolo rubro eterno. Como têm sido a relação entre vocês e como o peso dessa dupla na nossa história serve para explicar o que é o America para os atletas de hoje?

Eu e Luiz sempre nos demos bem dentro e fora do campo. Somos amigos e isso ajuda muito. Ainda tem o auxiliar dele, o Lemos, que traz muita experiência. Talvez tenhamos sido uma das duplas de ataque mais eficazes na história do clube. Isso serve para mostrar aos jogadores a grandeza do America. Sempre mostramos a eles os resultados que obtivemos no clube.

Você foi um talento revelado pelo America. Hoje, o clube luta para voltar a revelar novos Renatos. O que tem sido feito neste sentido? Qual é a contribuição da sua função para o progresso do trabalho da base?

Fui de uma geração em que o America era um dos clubes que mais revelava jogadores no Rio. Em tempo curto, houve Jorginho, Donato, Moreno, Denílson e eu (que fiquei oito anos no clube), além de muitos outros. Minha função também é de acompanhar e fazer a transição dos garotos nas suas referidas categorias até a chegada ao profissional. Já há alguns que estamos acompanhando.

Neste ano, o America voltou a disputar campeonatos sub-15 e demais categorias inferiores. Qual é a importância disso para o clube?

Todo o clube que se preza e faz trabalho profissional tem que ter todas as categorias para futuramente termos jogadores do clube chegando ao time de cima. O garoto que alcança ao profissional vindo da base chega com uma determinação muito grande e veste a camisa com muito orgulho, especialmente por ter sido criado dentro do clube.

Dizem que no seu tempo de atleta o jogador se dedicava mais ao clube, havia mais entrega. É verdade? O que ensinar a eles das lições que a vida te deu como jogador?

Acredito que havia muito mais comprometimento com a instituição. Tínhamos orgulho de vestir a camisa do clube e nos dedicávamos muito, com profissionalismo. Eu e Luiz sempre passamos isso a eles. Compromisso e comprometimento com a camisa nunca poderá faltar. Por isso, acho que teremos sucesso na nossa sequência. Vamos levar o America para onde ele merece estar. Peço que a torcida confie, porque estamos trabalhando muito. Tenho certeza que vamos vencer está batalha.

- Departamento de Comunicação - AFC






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