Marcio com o ídolo Edu Coimbra (Marcio Menezes / America Rio)

08/05/2019
Amor Fora do Comum: Marcio Rocha, 47, orgulho rubro na traseira do táxi

A relação entre os torcedores e seus clubes de coração nem sempre é fácil. Justo. Quem ama uma instituição e com ela vibra, sonha e sofre, vive, naturalmente, um turbilhão de emoções. No entanto, existem aqueles apaixonados que mantém, além da fidelidade, uma esperança que não cessa e um orgulho que não acaba.

Marcio Rocha, 47 anos, é taxista. Na traseira de seu carro, ostenta um reluzente escudo do Mecão e a inscrição Hei de torcer até morrer, imortalizada no hino criado por Lamartine Babo. Pode parece algo natural para um torcedor ostentar algo relacionado a seu time no carango, mas pense no efeito multiplicador? Quantas pessoas que ali estiveram, seja andando em seu carro ou observando-o no trânsito, lembraram de nós?

Foi pensando em gente como o ele que o America criou a campanha Amor Fora do Comum. Nela, o clube mostra seu reconhecimento àqueles que, apesar das inegáveis dificuldades, não desistem de mostrar ao mundo o seu sentimento pelo clube. São exemplos que nos motivam, ainda mais, a lutar por um futuro cada vez melhor para o America.

Carinho
Armamos uma supresa especial para o Marcio. Ele respondeu ao chamado do clube sem saber do que reservávamos para ele. A ideia era levá-lo para um almoço, e este não poderia ser realizado em outro lugar que não fosse a Parmê da Rua Campos Sales, ponto de encontro histórico de tantos rubros, em frente à nossa futura sede.

No restaurante com a esposa Fabiana, o primeiro susto: ele avistou a filha Emanuelle sentada à mesa com um baixinho que, mesmo de costas, era bem familiar: nada mais nada menos que o mito Edu Coimbra, nosso eterno craque, reforçando que as emoções do dia seriam realmente especiais.

Marcio foi presentado fartamente pelos nossos parceiros. Ganhou uma linda camisa da Otaner, boné exclusivo da Big Cap, caneca e chaveiros da Tatuapé Produtos Licenciados, além de um livro sobre a história do Mecão. Tudo isso ao lado de Edu, que passou o almoço contando causos inesquecíveis de sua vitoriosa carreira, tornando a experiência absolutamente inesquecível.

- Só tenho a agradecer por essa oportunidade. Ter o Edu ao meu lado me deu um baita frio na barriga. Não tem como explicar o que eu senti, foi um dia inesquecível na minha vida - destacou o torcedor.

Fala, torcedor
A paixão foi construída com tijolos colocados por várias mãos e pés. O avô, seu Neca, mostrou o que era amar o America numa família de vascaínos. A mãe, Vera, sempre uniformizava o filho, ainda menino, com o manto americano. No campo, Luizinho e Moreno solidificavam o amor de maneira irreversível.

Estrela da companhia, o adesivo no carro só virou realidade quando Márcio passou a ser dono de seu próprio veículo.

- Era um sonho antigo! Mas como os carros não eram meus, tinha receio de receber multas - explicou, antes de contar uma histórias das muitas originadas da presença rubra estampada no táxi.

- Peguei uma senhora aparentando seu 80 anos. Ela estava com a filha e o genro. Era véspera do Fla x Flu da semifinal do Carioca deste ano. A filha falou que o dia seguinte seria de briga dentro de casa porque ela é Flamengo e o marido é tricolor. Disse ainda que a mãe não se meteria porque o time dela já não existia mais. Quando perguntei qual era e ela me respondeu que era americana, eu disse que também era. Rimos muito. Continuei falando, contei da nova sede e disse que poderíamos voltar a ser grandes como já fomos. Quando chegamos ao destino, na Praia do Flamengo, ajudei-a a descer do carro e mostrei o adesivo. Ela começou a cantar o hino e dançar no meio da rua! Me abraçou, beijou minha testa e mostrou o braço arrepiado, dizendo-se muito emocionada.

Fé no futuro
Marcio acompanha atentamente o noticiário do clube, especialmente pelas mídias oficiais. Ele tem gostado das contratações e da manutenção de jogadores importantes.

- Acredito que, com o time que está sendo montado, seremos campeões da Copa Rio e voltaremos ao Campeonato Brasileiro - diz, confiante, antes de lembrar uma mágoa do passado.

- Essa fase difícil começou em 1987, quando erramos em não jogar o Módulo Amarelo do Brasileirão. Tínhamos de protestar, mas jogando.

O momento agora é outro. A fé no futuro dá a tônica das palavras do fanático rubro.

- Levo muita fé nesse projeto do shopping. Não é possível que agora a gente não consiga se reerguer.

- Departamento de Comunicação - AFC











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