Ney inicia trabalhos nesta terça-feira (Marcio Menezes / America Rio)

15/07/2019
Entrevista: Ney Barreto fala sobre o desafio de assumir o time principal

Quando chegou ao America, como auxiliar de Lucho Nizzo, em 2017, talvez o agora técnico da equipe profissional Ney Barreto não pudesse imaginar a trajetória que estava iniciando no clube. Dali migrou para o time sub-20 e agora, aproximadamente 17 meses depois da estreia como treinador na base, encara o maior desafio de sua vida profissional.

O belo trabalho com os jovens do Mecão, com resultados consistentes e até taças (como a recente Copa Conmebol VAR) apontaram para Ney como o nome para conduzir a equipe a uma nova trajetória exitosa na Série B1 do Estadual.

Aos 43 anos, reconhecido pela vibração e apaixonado pela história rubra, Ney olha para o próprio caminho e se sente pronto para as batalhas que virão. E elas já batem à porta: o duelo do próximo sábado, contra o Artsul, já vale uma vaga na semifinal da Taça Santos Dumont.

Site oficial: Como você se sente para essa primeira experiência à frente do time profissional? O Ney está preparado para esse grande desafio?
Ney Barreto: A felicidade é muito grande. Sei do tamanho da responsabilidade e do cargo. Um clube da história do America, com torcida. A responsabilidade é muito grande mesmo. Mas tenho certeza que com muito trabalho e humildade podemos, sim, dar conta do recado. Eu venho me preparando. Como auxiliar, na base, degrau por degrau, até chegar esse momento. Estou com 43 anos e me sinto apto a essa nova responsabilidade.

Você já trabalhou com boa parte do elenco. Como avalia o grupo que terá à disposição?
Trabalhei com alguns. O grupo é bom, tecnicamente tem vários bons valores. A partir de amanhã farei uma avaliação mais minuciosa do elenco, mas chego motivado e espero encontrá-los da mesma maneira.

Foram 17 meses no comando do time sub-20. O que você aprendeu de mais importante neste período?
Aprendi muita coisa. Paciência para alcançar objetivos, pois eles não vêm de uma hora para outra. Esse foi o maior aprendizado. O tempo serve pra você se preparar e se qualificar. São 17 meses vivendo o America e o clube é apaixonante, tem uma torcida maravilhosa. Aprendi a respeitar e a amar o America.

Você assume um time que pode ser campeão daqui a três jogos. Há algum ajuste rápido que você enxergue para colocar o time na trilha do título da Taça Santos Dumont?
Tenho algumas coisas em mente, mas vou deixar pra amanhã, sem precipitação. Eu vi dois jogos. É um time que está próximo de uma classificação, logo não tem essa coisa de "estar tudo errado". Há coisas boas nesse trabalho. Tem um pouco do aspecto psicológico, da confiança. Nós confiamos neles, isso é o mais importante.

Você conhece como ninguém o time sub-20. Pretende subir jogadores para o grupo principal?
Tudo a seu tempo. A minha presença no profissional não significa que todos vão subir. Conheço bastante o elenco, há alguns atletas que vão ter a oportunidade de trabalhar com o elenco principal, mas tudo com calma. É um trabalho de integração também e não podemos queimar etapas, existe a necessidade de uma transição. Mas posso garantir que alguns serão aproveitados no trabalho.

O torcedor, com razão, está ansioso com o momento do time. O que o America do Ney Barreto vai mostrar aos americanos?
Primeiro, o que vou querer passar e que meu time tem que ter é a paixão que eu tenho pelo futebol. Vivo disso, sou apaixonado por isso, tudo o que eu tenho o futebol me deu. Amo e respiro futebol. Pra jogar, estar em campo, tem de ter paixão, entregar tudo o que puder. Um time que se recuse a perder. No mais, o tempo ajudará, não há caça às bruxas nem transformação imediata. Tudo é trabalho, e vem um pouco a cada dia.

- Departamento de Comunicação - AFC






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