Palma concentrado durante treinamento (Foto: Diego Andrade/AFC)

18/07/2020
De contrato renovado, Gabriel Palma conta sua história e revela os planos para o futuro no America

Ele quase abandonou o futebol. Entre desafios e superações, Gabriel Palma, goleiro do America, passou por cima de todas as dificuldades e cresceu ainda mais no clube que abriu as portas no momento de maior de desespero do atleta. Aos 20 anos, com 1,85 de altura e de contrato renovado, Palma conversou sobre sua trajetória, a paixão pelo futebol, as lesões e o futuro à frente da meta rubra. O goleiro é o primeiro entrevistado da nossa série com os garotos que são o futuro americano.

Como nasceu o seu desejo de ser jogador de futebol?

Comecei na escolinha, com 5 anos de idade. Desde pequeno, sempre sonhei em ser jogador de futebol como a maioria das crianças no mundo, mas, como era criança, só pensava em brincar. Com o passar do tempo, fui criando maturidade e fui levando bem mais a sério (a ideia de ser jogador profissional). Meus pais conversavam bastante comigo e sempre me deram todo o apoio necessário para que seguisse o meu sonho.

Como decidiu ser goleiro?

Eu tinha aproximadamente uns 9 anos de idade. Brincando na rua com meus amigos, acabei me saindo bem no gol. A partir daí, passei a pedir para agarrar nos treinamentos e o professor nunca deixava. Em um jogo, o nosso goleiro não pode ir e eu acabei indo pro gol mesmo sem ter base alguma. Depois disso, nunca mais saí, e a paixão que eu tinha pela posição só aumentou.

Como você chegou ao America?

A minha chegada ao clube foi com 11 anos. Na época, só jogava futsal no time do colégio. Perto da minha casa, tinha um time que faria um amistoso contra o America, em um sábado, e não havia um goleiro. Na sexta à noite, um amigo da família ligou para meu pai me chamando para agarrar e eu fui. Acabei me destacando e fui feliz defendendo dois pênaltis. O treinador do America me chamou, conversamos e ele pediu para que eu me apresentasse no clube segunda-feira. Na época, eu não entendia nada de clube, só queria brincar de futebol, mas acabei indo por ser perto de casa. Acabou sendo meu primeiro clube. Logo no ano seguinte, eu saí para novos desafios. Retornei no final de 2015, onde me encontro até hoje.

Como foi sua transição para o time profissional?

A transição foi no ano passado. Era meu último ano de juniores, fui feliz em ter a oportunidade de jogar e fazer um bom campeonato. Após a subida do preparador de goleiros Henrique e do treinador Ney Barreto, eu e outros atletas da base subíamos algumas vezes para treinar no profissional. Pouco tempo depois, ainda no ano de 2019, quando acabou o campeonato de sub-20, eu e os outros atletas ficamos fixos no profissional, fazendo parte do elenco da seletiva de 2020.

Como foi a experiência de trabalhar como goleiros experientes como Deola e Caio, além de ser treinado pelo Henrique?

Uma experiência fantástica. Tínhamos 3 goleiros muito experientes (Deola, Caio e Lucas). Foi um período de bastante aprendizado pra mim, onde procurei sempre ouvir a todos eles, juntos do Henrique, para poder evoluir cada dia mais. Sou muito grato a Deus por ter trabalhado com todos. Com o Henrique, é uma preparação que vem junto comigo desde 2018. Eu voltei ao clube recém-operado do joelho, sem confiança e ele me dando todo apoio para minha pronta recuperação junto com os fisioterapeutas Darlan e Cléber.

Quais foram os principais ensinamentos que eles passaram para você?

Nesse período, foram muitos ensinamentos que levarei pro resto da vida, como foco, determinação e. principalmente, paciência, pois ainda sou jovem e tenho um caminho longo pela frente.

Em algum momento chegou a “cair a ficha” de que você é um jogador profissional?

Sim, com certeza. Quem me conhece sabe que, em 2017, eu passei pelo momento mais complicado de toda minha carreira. Cheguei até desistir de futebol por um ano e comecei a trabalhar. Logo em 2018, percebi que meu lugar era em campo. Botei a cabeça no lugar, mesmo sendo considerado tarde, e voltei. Ainda sem condições de atuar, fui me recuperando devagar e conquistando meu lugar aos poucos. Graças a Deus, consegui jogar no meu último ano de juniores e assim subir para o profissional.

De contrato renovado, o que você projeta para a próxima temporada pelo America?

Fiquei extremamente feliz por ter renovado o contrato. Espero que para a próxima temporada nós consigamos alcançar todos os nossos objetivos e deixar o America no lugar que nunca deveria ter saído, que é na Série A do Campeonato Carioca.






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