Polivalente, Caio buscar torna-se ainda mais completo na próxima temporada

19/08/2020
De contrato renovado, Caio se diz preparado para os próximos desafios no America

Há uma lenda das mais remotas que diz que ninguém escolhe ser lateral, e sim torna-se lateral. Se essa máxima é verdade, não sabemos. O certo é que, para Caio, a história é verdadeira. Após passar por várias posições diferentes dentro do campo, foi na lateral que a cria do America se encontrou. Agora, de contrato renovado até o fim de 2021, o atleta espera seguir jogando e evoluindo no clube. Caio é o quarto jogador da nossa série de entrevistas com os jovens que vieram da base e hoje fazem parte do nosso time principal.

1 - Como você avalia sua primeira temporada como profissional?

Uma temporada de muito aprendizado e de muita evolução, tanto técnica, como metal e física. Grato a Deus por essa experiência.

2 - Você lembra o que sentiu quando entrou em campo pela primeira vez como profissional?

Uma alegria muito grande, pois desde pequeno foi meu grande sonho. Não só meu, mas como dos meus pais que estão comigo desde o início da minha caminhada como atleta de futebol.

3 - Falando um pouco da sua trajetória, como você começou sua carreira como jogador?

Comecei minha carreira muito novo, com 5 anos, em uma escolinha. Meu pai sempre me levava, mas sem responsabilidade. Era mais para eu praticar um esporte que eu levava bastante jeito e gostava muito. A partir daí, o professor da escolinha gostou bastante do meu desempenho e me levou para fazer avaliações no Fluminense. Graças a Deus, passei. Naquele momento, comecei a encarar a minha carreira como a profissão que eu queria exercer. Isso com apenas 6 anos.

Fiquei no Fluminense dos 6 aos 13 anos, no futebol de campo. Nesse período, também tínhamos que conciliar com o futsal, no Grajaú Country Club. Depois desta fase, fui jogar no Audax RJ, em busca de mais espaços para atuar. Por lá, passei uma temporada. Depois atuei pela Portuguesa, até chegar ao America no Sub-17. Saí para o Canto Rio, e novamente voltei ao America no Sub-20 onde me profissionalizei.

4 - Quando foi que você se tornou lateral?

Na minha carreira no futebol de campo, comecei atuando como zagueiro e volante, mas, nas categorias de base no Sub-13, não fui evoluindo como pediam os clubes para continuar nessas posições. Foi então que meu pai, que sempre via meus treinos, me aconselhou de atuar como lateral. Quando jogava no Audax RJ, o treinador veio até a mim e perguntou se eu jogaria em outra posição, pois contava comigo, logo respondi dizendo que atuava como lateral. Acabei firmando na posição até hoje, mesmo sabendo fazer as funções de zagueiro e volante.

5 - E como você chegou ao America?

Cheguei ao America no Sub-17, depois de ter me destacado no campeonato anterior, contra o próprio America, onde conseguimos avançar para final do estadual da categoria. Depois disso, veio o convite para estar no Sub-17 do clube, de onde saí e voltei no último ano de Sub-20.

6 - Como foi sua transição da base para o time principal?

Foi uma transição de muito aprendizado e treinamentos, com a ajuda dos atletas, em especial do Sandro Silva, que atuou no acesso e no título da Santos Dumont de 2019. Assim como, Lucão, Thiago Correia, Künzel, Paulinho e a Comissão também de 2019 do Ney Barreto, que deu a oportunidade e confiança para estar entre os profissionais. Com a ajuda dos meus pais e minha noiva, tive paciência para esperar o momento certo de ter a oportunidade e desempenhar da melhor maneira possível quando fosse acionado.

7- Qual foi o papel da Comissão Técnica e da Diretoria na sua chegada ao profissional?

Foi um papel de muita importância, sempre nos mantendo ciente de que o momento certo iria chegar e que devíamos estar sempre treinando e fazendo nossa parte. Tanto a Comissão do início da caminhada na seletiva com o comando do Ney Barreto, quanto a do Álvaro Gaia me deram total confiança para eu jogar e desempenhar o melhor para mim e para o clube. A Direção e Supervisão do clube foram fundamentais. Marco Antônio Teixeira e Renato Carioca me deram total liberdade para eu desempenhar o meu melhor.

8- De contrato renovado, quais são suas expectativas para a próxima temporada no Mecão?

As expectativas são as melhores possíveis, com as rodagens que tive nos jogos dessa última temporada. Estou me preparando todos os dias para colocar o America na elite do cenário estadual e também nacional, onde é o seu devido lugar. Além disso, há uma motivação a mais na família, com a minha filha com um ano de podendo me ver atuar nos gramados, vestindo a camisa do Mecão de grande tradição no futebol brasileiro.

9- Como você definiria o America na sua vida?

O America na minha vida ficará sempre marcado, pois é o time que me concedeu a oportunidade de disputar meu primeiro campeonato como um verdadeiro jogador profissional e atuar com grandes jogadores. Sempre honrarei essa camisa.

Além de Caio, Renan, Gabriel Palma, Guilherme e Frank – este último será o nosso próximo entrevistado -, o atacante Marquinho também renovou o contrato com o clube até o fim de 2021.






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