Hygor pretende contribuir com qualidade e experiência (Foto: Vinicius Lima/AFC)

01/06/2021
Ping Pong com o volante Hygor

Por Vinicius Lima

No dia 5/01, uma das novas contratações do America para a temporada completou 32 anos de idade. Recém chegado do futebol albanês, Hygor Guimarães, volante do Mecão mostra-se motivado e com muitas expectativas em relação ao projeto rubro. Além disso, o jogador conversou conosco sobre o início de sua carreira, ídolos e suas principais características como atleta profissional.

Posição e último clube que defendeu

Sou um volante, segundo volante. Meu último clube foi o Vllaznia, do futebol albanês, estive lá na última temporada 2019-2020

Outras passagens fora do Brasil e início de carreira

Meu primeiro clube profissional foi fora do Brasil. Aos 17 anos, fui a Portugal e fiz dois anos seguidos lá. Só depois disso, retornei ao Brasil, mas minhas primeiras atuações como profissional foram no futebol português.

A forma em que comecei foi engraçada. Eu tinha 10 anos, aproximadamente, e sempre fui daqueles que sempre estava ao lado dos mais velhos. Na época, havia grupos de “pelada”, e o pessoal resolveu fazer um teste no Madureira. Então, cheguei em casa e falei para a minha mãe o seguinte: “Olha, eu vou fazer um teste no Madureira, estou indo com o Fulano de Tal, com o Ciclano, enfim…” era a galera da rua que jogava pelada, todos eles eram mais velhos. E a minha mãe disse “O que você vai fazer lá?” e eu respondi “estou inscrito no teste e vou começar a peneira. De todos eles, eu era o mais novo. Fui o único aprovado na categoria. Desde então, aos 10 anos, foi quando eu comecei.

Como definir o Hygor jogador de futebol?

Hoje em dia, posso dizer que sou um atleta profissional de verdade. Vemos que, atualmente, as pessoas exigem muito a parte física. Lá atrás, não era muito disso, então, hoje me defino como um atleta disciplinado, me cuido bastante, exijo bastante da minha parte física e acho que na minha função isso é essencial. Sou um segundo volante box to box, como dizem atualmente. Então, sei que preciso estar sempre bem preparado para exercer essa função. Além disso, também sou um pouco motivador, que é uma das minhas características.

Principal inspiração no futebol

Então, tem um cara que eu acho um fenômeno, não só eu, mas todos, que é o Zidane.
Muitos poderão dizer “por que você não fala de um brasileiro?” É que realmente o Zidane é um cara fora de série que eu vi jogar desde cedo, com a sua classe, é um cara que eu sempre admirei e quando eu tenho que botar na internet algum vídeo para ver, eu olho o Zidane.

Principal motivação para seguir no futebol

Então, hoje, aos 32 anos, faço o que eu gosto, eu amo muito isso. E já tive períodos - ficar desempregado - assim como muitos outros atletas profissionais já passaram por isso e digo sentia muita falta de estar aqui no ambiente, com os meus companheiros, sendo instigado a desafios. Sou uma pessoa que gosta de desafios, então, quando começa um novo projeto, isso me motiva, me deixa muito empolgado, e depois que tive o primeiro filho - tenho um filho de 4 anos - e minha esposa está grávida, acho que todos os dias, só penso em jogar por eles. A gente sabe que a vida de atleta é de sacrifícios, já passei por muitas coisas, muito tempo longe deles, e hoje estou no Rio de Janeiro, minha cidade natal, onde eu cresci. Então, estou conseguindo juntar o útil ao agradável, estar próximo deles, e este projeto que acredito que dará certo.

Primeiro contato com o America

O America dispensa comentários, né? Desde a época da base a gente sabia que Madureira e América, quando se enfrentavam, o bicho pegava. Tanto aqui, como em Conselheiro Galvão. O America é uma tradição no futebol tradicional, não só a nível estadual, como nacional. Você conversa com os mais velhos e, quando se fala em America, esquece. São os 4 grandes e o Mecão. E eu, quando recebi o convite, até falei assim “sério? O projeto é isso tudo mesmo? É, o projeto é sério”. Minha esposa também ficou animada já que, até então, não havia a possibilidade de continuar no Rio de Janeiro. Quando eu conversei com os meus pais, conversei com os meus tios, com o meu sogro, que são pessoas mais da antiga e eles me falaram “cara, a camisa do América é pesadíssima” e a gente crê nisso.

O que o torcedor do América pode esperar do Hygor?

Determinação! A determinação, a garra, aquela vontade de vencer, e isso já vem comigo desde sempre. Se eu cheguei onde cheguei, um dos principais motivos foi porque nunca desisti. Sempre fui determinado, disciplinado, como já falei anteriormente, e a minha vontade de vencer é sempre maior que tudo. Não coloco obstáculos maiores do que eles são. Muitas pessoas são pessimistas, né? Vêm esse obstáculo e o transformam em algo muito maior do que ele é. E eu não, já sou o contrário. Sou sempre otimista, sou sempre disposto e creio que as coisas vão acontecer e a gente sabe que os obstáculos vão acontecer durante todo o processo e sabemos que faz parte, sem os obstáculos, a conquista não têm o mesmo valor. Então, o torcedor do América pode esperar que dentro de campo a gente vai estar bem juntinho ali.





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