12/07/2014
Nota de Esclarecimento e de Repúdio à afronta cometida contra o Clube

AOS ASSOCIADOS, TORCEDORES E SIMPATIZANTES DO AMERICA FOOTBALL CLUB.

Enquanto ocorria a Copa do Mundo, o America Football Club, com seus mais de 100 anos de existência, vivia um capítulo decisivo não apenas para sua história particular, mas para o destino dos tradicionais clubes brasileiros. Para o Brasil, espera-se que o maior legado da Copa seja um profundo debate sobre as bases institucionais de seu futebol, pois, como afirmou com razão o Deputado Federal Romário, em entrevista recente, é impossível explicar o que se passa na CBF sem levar em conta a corrupção nos clubes.

Conhecido por sua lendária postura ética dentro e fora dos gramados (lembrar que Belford Duarte foi um de seus grandes dirigentes), o America vive nesse momento uma embate crucial pela implantação de um modelo de gestão baseado nos princípios da moralidade administrativa, sustentabilidade financeira e responsabilidade fiscal e social. Mas, para isso, como era de se esperar, está tendo que lutar contra aqueles que insistem nas velhas práticas, de fazer do clube um instrumento para a realização de seus interesses particulares e um biombo para seus negócios.

Desde janeiro deste ano, um grupo de dirigentes assumiu o America, sob a liderança do Tabelião Léo Barros Almada, a fim de cumprir o final de um mandato do presidente anterior, Vinicius Cordeiro, que renunciou para evitar uma cassação iminente após ter tido suas contas reprovadas pelo Conselho Deliberativo do clube. O desafio a que esse grupo se propõe é o de refundar as condições de existência financeira, administrativa, social e desportiva do America. Para tanto, definiu duas principais prioridades: a) - reorganizar completamente suas divisões de base, de modo a assegurar que o Clube possa, em médio prazo, voltar a formar atletas e cidadãos para o futebol profissional; b) - construir uma nova sede social para o Clube. Pois é preciso que toda a sociedade saiba que nos últimos três ou quatro anos, a vida social do America sofreu um acelerado processo de deterioração, que fez com que gradualmente sua sede fosse loteada entre diversos grupos que passaram a usá-la para fins econômicos que nada tem a ver com a finalidade social do Clube. Até mesmo um Bingo foi instalado no local há pelo menos três anos, e apesar dos esforços da atual administração, somente agora deverá sair mediante ordem de despejo judicial.

Afugentados pelo desvio de seu uso social, e pelas péssimas condições de suas instalações, os associados deixaram de frequentar a sede, e com isso o número de sócios adimplentes caiu vertiginosamente, chegando a menos de 300 nos últimos meses.
Diante desse quadro, a atual administração tomou uma série de iniciativas, amplamente expostas aos seus associados, por meio do site oficial do Clube, de material impresso, e ainda em um Ato Público realizado no auditório da ABI, no dia 2 de junho, com a presença de diversas autoridades, e no qual se deu publicidade à situação do America, e se levantou a bandeira de defesa dos clubes brasileiros (ver vídeos sobre o evento no youtube do America).

Para dar andamento à negociação visando à construção da nova sede social, foi criado um Grupo de Trabalho, composto por membros indicados por todos os poderes do America (Conselho de Administração, Conselho Deliberativo, Alto Conselho e Comissão Fiscal). Com isso, imediatamente teve início uma rodada de reuniões visando à definição de um modelo financeiro capaz de viabilizar o empreendimento, bem como o saneamento das dívidas do Clube. Sempre com ampla divulgação de suas ações, o Grupo de Trabalho definiu pela realização de uma operação envolvendo arrendamento temporário – nunca venda – de parte de área da sede social do Clube. No mesmo momento, foi contratada uma empresa, com mais de 50 anos de experiência e reputação no mercado, para a realização de uma auditoria da situação financeira do America.

Por outro lado, dadas as condições de insalubridade e de insegurança da sede social, atestada por um auto de interdição expedido pelo Corpo de Bombeiros, e a fim de assegurar a integridade física de seus associados, a administração do Clube decidiu pelo fechamento da sede a partir de 1º de julho, não sem antes firmar convênio com o Clube Municipal, que desde essa data passou a receber o associados do America em dia com suas mensalidades.

Todas essas decisões, tomadas sob o mais estrito respeito à legalidade e visando fundamentalmente assegurar um novo futuro para o America, evidentemente incomodaram um grupo de indivíduos que há muito vivem às custas do America. Com isso, rapidamente o ambiente de cordialidade e respeito se deteriorou, dando lugar inclusive a ameaças de morte, feitas por telefone a um de nossos dirigentes, e em redes sociais e pichações no muro da sede ao presidente e sua diretoria. Em uma delas, que revela bem o que está em jogo, dizia-se: “Léo, cuidado com quem tem fome”.

Mas a situação se tornaria ainda mais grave quando um grupo, capitaneado pelos indivíduos com interesses financeiros no uso da sede para outros fins que não o social, conseguiu, mediante medida cautelar, que a sede social fosse aberta para receber uma reunião, convocada sob o pretexto de funcionar como uma “Assembleia Geral Extraordinária” de associados. Cheia de vícios legais no seu ato de convocação, facilmente identificáveis, entre os quais assinaturas repetidas e nomes ilegíveis, o que caracteriza crimes de falsidade ideológica e material, a referida “assembleia”, concebida e realizada como uma farsa, teve como resultado uma votação na qual se destituía o Presidente Léo Almada, em favor de Gilberto Cardeal, que foi um dos que assinou duas vezes a lista de convocação, e que apesar de ter renunciado ao cargo ainda reivindica a posição de 1º vice do clube. Ao final da referida reunião, de modo a evitar um enfrentamento cujo desfecho poderia ser trágico, o Presidente Léo Almada determinou que a segurança do Clube não reagisse à afronta, deixando que o grupo que havia realizado a reunião permanecesse na sede social. A partir daí o que se viu foi a mais absurda afronta ao estatuto do America e às leis do país. Como autênticos invasores, o referido grupo passou a se comportar como se dirigentes do clube fossem, tentando simular espécie de administração paralela, lançando mão de toda sorte de ardil, incluindo intimidação aos funcionários do clube.

A fim de não atrapalhar as providências jurídicas que estavam e estão sendo tomadas, a Administração do Clube resolveu manter até aqui silêncio sobre o que está ocorrendo. Mas, agora, que as providências jurídicas nas áreas cível e criminal já foram tomadas, e que logo surtirão seus efeitos, chegou o momento de declarar publicamente que a afronta feita por esse grupo atenta não apenas contra o Presidente Léo Almada, que é sem sombra de dúvidas a maior liderança viva do clube, tendo sido inclusive o responsável direto pelas últimas grandes conquistas do America, nos já distantes idos de 1982, e que jamais poderia estar passando por isso. Afronta também o America Football Club e sua linda história, e que por isso merece ser execrada por todo verdadeiro americano. Mais: afronta ainda toda a sociedade, e muito especialmente os tradicionais clubes de futebol.

Por tudo isso, manifestamos o nosso mais veemente repúdio a esse desrespeito ao America e ao seu presidente, Léo Barros Almada!
Por fim, é importante tranquilizar a todos os credores, funcionários e profissionais do America, incluindo atletas e comissão técnica do futebol profissional, reiterando que a Administração do America segue firme sob o comando de Léo Almada, o que, como todos sabem, é sinônimo de respeito aos compromissos firmados.

Assinam:
Luiz Claudio Lambert – engenheiro, Vice-presidente da Comissão Fiscal.
Marcelo Batista – economista, Vice-presidente do Conselho Deliberativo.
Marcelo Burgos – sociólogo, Vice presidente de Planejamento, Comunicação e Marketing.
Mauro Chidid – advogado, Vice-presidente geral.
Neil Chaves – médico, Presidente do Conselho Deliberativo.
Ricardo Florentino – advogado, Vice-presidente Jurídico.
Sidney Santana – advogado, Presidente da Comissão Fiscal.






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