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19/08/2021
Entrevista especial: Lipe e Giulliano


Os dois têm contratos com a equipe profissional do America

Destaques do Sub-20 e já profissionais. As trajetórias de Lipe e Giulliano no America ocorreram de forma rápida e intensa. Ambos já são figuras consolidadas na equipe de base e agora buscam evoluir no time profissional. Contudo, para coroar a passagem na equipe júnior, os dois têm a chance de conquistar o Carioca Série A2 Sub-20. Para isso, precisam superar um adversário difícil, o Audax. O primeiro confronto é no sábado, às 15 horas, no Giulite Coutinho. Em entrevista especial, os dois jovens conversaram conosco sobre essa grande fase que estão vivendo nas duas categorias. Na primeira parte, conversamos com o artilheiro Lipe e depois com o zagueiro Giulliano. Mais à frente, os dois relataram sobre a experiência de transição entre as duas categorias. 

 

Lipe, você se destacou no Sub-20 e agora se destacou nos jogos da Copa Rio com 2 gols. Como explicar este bom momento com a camisa do America? 

 

Lipe: Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento em que estou vivendo. Pude fazer boas partidas tanto no Sub-20 quanto no profissional, fazendo gols em ambas as categorias. Isso é muito gratificante pra mim, pois é fruto do meu trabalho duro nos treinamentos, nos quais procuro sempre dar tudo de mim em qualquer treino que seja.


Qual foi a principal evolução que você teve de um ano para cá?

 

Lipe: Eu evolui bastante em todos os fundamentos, mas o principal deles foi o físico, no qual eu pude jogar várias partidas de 90 minutos e não sair completamente cansado, tendo disposição em jogar além do tempo limite.

 

Você jogou com atacantes experientes no profissional. Quais foram os principais conselhos que eles passaram para você?

 

Lipe: eles sempre tentam nos tranquilizar né, falando pra jogar futebol, fazer o que a gente sabe. Jones Carioca já me aconselhou várias vezes o momento de escorar a bola de primeira e nos momentos em que posso segurar a bola e fazer o giro em cima do zagueiro. Tudo que esses atletas que estão a mais tempo no profissional falam pra mim, pode ser como forma de crítica ou elogio, procuro sempre filtrar e colocar em prática, pois eu sei que é para o meu crescimento como atleta profissional.

 

Giulliano, você chegou a ter a primeira oportunidade no início do ano e agora retornou a equipe profissional. Como você enxerga essa adaptação aos profissionais? 

 

Giulliano: Não senti muitas dificuldades. Eu não achei que fosse difícil, mas senti que era diferente. Vim fazendo essa adaptação, me preparando para estar atuando sempre bem. Apareceu esta oportunidade, pude atuar durante 45 minutos em uma partida e ajudar a nossa equipe.

 

Você é o capitão do time e um dos mais jovens integrados ao time profissional Como encarar essa responsabilidade e passar segurança e um pouco de experiência aos que chegam agora no clube? 

 

Giulliano: Sinto que eu tenho essa responsabilidade por ser o capitão do time Sub-20 e estar treinando no profissional. Eu tento também, muitas vezes,  tirar o foco para que possamos atuar bem dentro de campo. Ficar leve, mas encarando tudo da melhor forma possível, não só para que eu possa ajudar ao America, mas também aos meus companheiros dentro de campo. 

 

Quais foram as principais evoluções que teve ao trabalhar com o time profissional? 

 

Giulliano: As principais evoluções que eu tive trabalhando no profissional foram o fundamento do cabeceio, posicionamento na linha de quatro e também nos desarmes. 

 

A defesa é a melhor da competição com apenas 7 gols sofridos. Além de fazer gols decisivos. Qual é o principal fator para o desempenho da defesa? 

 

Giulliano: Isso é muito resultado dos trabalhos fortes que estamos fazendo no dia a dia, defendendo com muita seriedade. Dentro de campo a gente se comunica muito também. Antes dos jogos a gente tem sempre aquela vontade de sair zerado, sem sofrer gols. E isso foi muito importante também para a equipe durante todo o  campeonato.

 

Depois de um bate-papo individual, algumas perguntas para as nossas futuras promessas: 

 

Como a transição com o time profissional desde o início do ano influenciou no crescimento de vocês? 

 

Lipe: Para mim foi uma experiência incrível, pela primeira vez treinar com atletas profissionais sendo um profissional também. Isso me fez crescer muito como atleta, pois ali é outro ambiente, onde têm pessoas que vivem do futebol e não estão ali por diversão e nem aí pra nada. É dali que sai o sustento deles. Treinando desde o início com eles, pude receber conselhos e aprender um pouco da malandragem do futebol.

 

Giulliano: Na transição para o time profissional, percebi que tive um ganho de força e técnica, principalmente sobre posicionamento que eu adquiri com os jogadores do profissional. Além disso, evolui mentalmente e melhorei na leitura do jogo e no comportamento dentro de campo.

 

Muitos atletas não se adaptam a estarem inseridos no time profissional e depois serem colocados para jogar com a base novamente. Como foi a preparação mental de vocês para aproveitarem essa experiência de estarem nas duas categorias? 

 

Lipe: O importante é estar sempre preparado para jogar tanto fisicamente quanto mentalmente. Como esse era meu último ano de juniores, eu já tinha noção que iria jogar no Sub-20, mas também tinha muita vontade de jogar e ajudar o time principal a subir pra elite do futebol. O professor Marcus Dantas ajudou bastante na minha transição do profissional para o Sub-20. Ele estava desde o início do trabalho comigo lá no profissional, mas se por algum acaso o professor Josué precisasse de mim no time principal, eu estaria pronto pra jogar e entregar tudo de mim em campo, como nesses meus últimos 3 jogos no profissional, marcando 2 gols.

 

Giulliano: Eu tenho me mantido sempre firme e concentrado para fazer sempre o meu melhor. Além disso, busco estar sempre muito tranquilo em relação a estar no profissional ou no Sub-20. Independente da categoria que vou atuar, eu tento dar o meu melhor, com muita humildade, respeitando o adversário, seja quem for, mas sempre buscando dar o meu melhor

 

Como foi o apoio da Diretoria e da Comissão Técnica para a transição de vocês? Quais foram os principais conselhos?

 

Lipe: Todos ali da Comissão Técnica e da Diretoria nos apoiaram bastante, com um imenso carinho e muita confiança no nosso trabalho. Sempre nos aconselhando no que fazer e quando fazer em certas jogadas, no momento certo de chutar, no posicionamento em campo e em outros fundamentos também. Algumas pessoas eu já tinha trabalhado ano passado no Sub-20, uma delas foi o Renato Carioca, ídolo do clube, que me ajudou muito nessa transição.

 

Giulliano: Fui muito bem recebido no profissional pelo treinador Josué, pelo Renato e por todos. Sempre me deram a liberdade para treinar e fazermos aquilo que mais gostamos. A confiança que eles depositaram na gente para darmos o nosso máximo deixou tudo muito mais leve, tirando aquele peso de ser um garoto profissional. Todos sempre nos apoiaram para que as coisas saíssem da melhor forma possível, mesmo que sejamos garotos da base. 

 



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